Descuidei
Da porta
E permiti
Que entrassem
Senti a brisa
E eras tsuname
Que arranca
Os telhados
Invade
Os porões
E Mancha
As paredes
Da memória
De vermelho
Sem enganos?
Foste convidado?
Por quê
Pisoteaste
A relva verde?
Descoloriste
O arcoíris?
Dos escombros
Resta o
Reerguer
Dos sonhos
E o aprender
A Não
Brincar
com o
vento
Por segurança
Em cada porta
Há de se colocar
Um sentinela
29/11/09
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Perdão
O que fere você
Sangra em mim
Como a foice
Que dilacera a carne
Comprime o peito
E sufoca
O que foi dito
O que foi feito
Vaza
Da minha mente
Machucando
Minha alma
O perdão
Que me dará vida
Sairá de ti
Se quiseres
28/11/09
Sangra em mim
Como a foice
Que dilacera a carne
Comprime o peito
E sufoca
O que foi dito
O que foi feito
Vaza
Da minha mente
Machucando
Minha alma
O perdão
Que me dará vida
Sairá de ti
Se quiseres
28/11/09
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Estranho
Traíste a ti mesmo.
Naquele instante
tudo em ti
era amor.
Senti que me querias.
Mesmo quando
desconversou
e engoliste
o que não foi dito.
Me deixaste muda
vazia
enquanto te via
sair da minha vida
assim como entraste:
inesperadamente.
nov/2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Metáfora
O tempo passa
daqui
te observo
no horizonte
À luz do dia
crio fantasias
que se perdem
no tempo
Vem a tarde
cai a noite
raia
um novo dia
O barco
não se aproxima
Não sei nadar
Escurece
Se fecho os olhos
te vejo em mim
Mesmo que não venhas
Ou que surja outro barco
Transccenderemos o tempo
18/11/09
daqui
te observo
no horizonte
À luz do dia
crio fantasias
que se perdem
no tempo
Vem a tarde
cai a noite
raia
um novo dia
O barco
não se aproxima
Não sei nadar
Escurece
Se fecho os olhos
te vejo em mim
Mesmo que não venhas
Ou que surja outro barco
Transccenderemos o tempo
18/11/09
domingo, 15 de novembro de 2009
Vento.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Eu e você
Quando silencio
e aquieto o mundo a volta
ouço sua voz e seu riso.
Se calo a razão
te sinto em mim
teus braços, teu beijo.
Não há principio ou fim
onde eu termino, começa você.
Somos um.
Ou mais que isso.
12/11/09
e aquieto o mundo a volta
ouço sua voz e seu riso.
Se calo a razão
te sinto em mim
teus braços, teu beijo.
Não há principio ou fim
onde eu termino, começa você.
Somos um.
Ou mais que isso.
12/11/09
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Culinária no Amor
Plagiando famosos "Chef de cozinha" que dizem que "O certo é sair da mesa com fome" eu diria que o mesmo acontece no Amor.
Então, antes que as mágoas, as cobranças ou o ciúmes te levem a uma aneroxia do outro, saiba sair de um relacionamento ainda com fome de amor....
Admiro quem consegue ser comedido diante de um relacionamento, que se satisfaz com pequenas porções, e não consegue entender por que o outro quer sempre mais.
Ele até ouve pacientemente a receita do outro, faz que entende o cardápio alheio, mas, no fundo ele segue na sua dieta.
Adora pratos feitos. Aqueles que fazem questão de dividir e participar, nesse caso, vão se sentir frustados. Vão insistir para que o outro experimente, mude, compartilhe. Não é preciso que ambos gostem das mesmas coisas, nem que o outro deixe de saborear o que gosta, mas, garanto que ceder nas pequenas coisas pode lhe trazer um prazer maior e, com certeza, não lhe acarretará ganho de peso. Quando sentir saudades, demonstre que ficou com água na boca. Que tal passar aquele torpedo? Faça uma ligação rápida. Mande um e-mail.
Caia de boca no Amor. O mínimo de atenção no atender e satisfazer o outro pode salvar uma refeição e o resto.... é só queimar calorias juntos. Agora, se você não gosta de cozinhar e nem aprecia um bom prato, ou acha que atender a um pedido é ceder as infantilidades do outro sugiro que visite o blog "Mulher e Cia" e leia algumas linhas postadas lá.
O texto foi inspirado em uma amiga abandonada na porta do restaurante da vida.
Ele serve pra mim hoje. Será que serve pra você?
Então, antes que as mágoas, as cobranças ou o ciúmes te levem a uma aneroxia do outro, saiba sair de um relacionamento ainda com fome de amor....
Admiro quem consegue ser comedido diante de um relacionamento, que se satisfaz com pequenas porções, e não consegue entender por que o outro quer sempre mais.
Ele até ouve pacientemente a receita do outro, faz que entende o cardápio alheio, mas, no fundo ele segue na sua dieta.
Adora pratos feitos. Aqueles que fazem questão de dividir e participar, nesse caso, vão se sentir frustados. Vão insistir para que o outro experimente, mude, compartilhe. Não é preciso que ambos gostem das mesmas coisas, nem que o outro deixe de saborear o que gosta, mas, garanto que ceder nas pequenas coisas pode lhe trazer um prazer maior e, com certeza, não lhe acarretará ganho de peso. Quando sentir saudades, demonstre que ficou com água na boca. Que tal passar aquele torpedo? Faça uma ligação rápida. Mande um e-mail.
Caia de boca no Amor. O mínimo de atenção no atender e satisfazer o outro pode salvar uma refeição e o resto.... é só queimar calorias juntos. Agora, se você não gosta de cozinhar e nem aprecia um bom prato, ou acha que atender a um pedido é ceder as infantilidades do outro sugiro que visite o blog "Mulher e Cia" e leia algumas linhas postadas lá.
O texto foi inspirado em uma amiga abandonada na porta do restaurante da vida.
Ele serve pra mim hoje. Será que serve pra você?
Nosso Amor

Se NOSSO AMOR está fadado á morte.
Não lamentemos o provável,
nem o irrecuperável
Não há culpados!
Que NOSSO amor morra em paz!
Sigamos com os funerais.
Vistamos nossos corações de luto.
Não lamentemos o provável,
nem o irrecuperável
Não há culpados!
Que NOSSO amor morra em paz!
Sigamos com os funerais.
Vistamos nossos corações de luto.
Pranteemos...
Até que o NOSSO se transfigure em APENAS.
E volte a entrar na nossa carne como AMOR.
Até que o NOSSO se transfigure em APENAS.
E volte a entrar na nossa carne como AMOR.
Etelvina de Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 29/08/08
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