quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um assunto leva a outro.

Visitei o blog de um amigo que sigo há anos e dentre os comentários de seu último post uma frase me chamou a atenção: “que mundo é esse que pai mata mãe, mãe mata filho, os valores são invertido sei La”.
Na hora lembrei-me de alguns versículos bíblicos que tratam desse assunto e resolvi consultar a net para poder citá-los com correção. A princípio pensei em visitar o blog desta amiga e escrever sobre o assunto, claro, colando os tais versículos (no final farei isso).
Que decepção!
A internet possibilita uma ampla captação de informações, boas e ruins. Neste caso algumas foram péssimas. Ao questionar sobre o assunto surgiu na tela “linques” sobre “assuntos bíblicos” ou “religiosos” e, curiosa, fui abrindo e lendo alguns deles.
Todos tratavam de criticas e considerações sobre está ou aquela religião. As mais ásperas foram dirigidas contra os “crentes” e “evangélicos”.
Não pude comentar no próprio local devido ao limite máximo já ter sido atingido na época da publicação. Voltei pra cá frustrada.
Não sou advogada nem dona da verdade, meu conhecimento limita-se a leitura da Bíblia e minha profunda fé em Deus e na salvação vinda por meio de Cristo.
Sou fã de carteirinha de JESUS. Ele me ensinou que não devo julgar ou criticar ninguém, só quem pode fazer isso é Deus.
Aqueles que são pais entendem isso. Se alguém falar mal de um filho seu, você aceitaria?
Quem é nosso Pai?
Quem sou eu pra falar de algum filho dele.
Confesso que muitas vezes faço isso, na hora da ira, quando vejo um noticiário na TV, etc e tal. Mas depois me arrependo e peço perdão.
Perfeita? Santa?
Não. Cristã.
Jesus nos deixou um único mandamento: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS.
Nosso esforço deve ser esse: AMAR.
Não podemos perder tempo e energia odiando, analisando, julgando, apontando o dedo.
Mesmo os que consideramos maus aos nossos olhos, são úteis a Deus. São amados por ele.
A fé é inexplicável, Jesus cita: “quem beber desta água jamais terá cede”, ela é espiritual.
O próprio Jesus diz “Por que me chamas bom? Bom é meu Pai que está no céu.”
Eu prefiro a minha religião e você a sua.
Paulo, no Novo Testamento, escreveu cartas às igrejas da época aconselhando cada uma. Não elegeu a melhor. Ele não fez uma pirâmide de qualificação ou santidade.
Se ele que teve uma experiência direta com Cristo não fez isso, por que calhas d’água alguém que nasceu milhares de anos depois, que tem fé por ouvir falar, faria isso?
Tenho um carinho muito especial por um versículo emblemático: “se seus olhos forem bons todo o seu corpo o será”.
Procure ver o lado bom de tudo. Tente ver o lado do outro. Analise o quê ”talvez” ele queira dizer. Pesquise o assunto.
Depois, com todos os argumentos em mãos, certos de que são “donos da verdade”, seguros que conhecem os fatos daí sim...... CALEM-SE.
Renato Russo musicou uma das passagens mais lindas do Novo Testamento, Coríntios 13, que fala sobre o amor:

O amor
1Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profecia, saiba todos os mistérios e todo o conhecimento e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
3 Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
4 O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
5 Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
9 Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
10 quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
12 Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma com que sou plenamente conhecido.
13 Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.

Até para reivindicar é preciso amar. Como vamos protestar e exigir nossos direitos depredando e agredindo uns aos outros?
Como vamos lutar por algo sem respeitar o direito de defesa?
Amar uns aos outros é se imaginar no lugar dele.
E se fosse eu o assassino?
E se fosse meu filho o criminoso? E se?
Voltando ao início, se praticássemos este único mandamento o mundo atual estaria melhor.
Este trecho está escrito no Velho Testamento, em Miquéias cap.7:2-6. 
Pura coincidência?

2 Os piedosos desapareceram do país;
não há um justo sequer.Todos estão à espreita
para derramar sangue;cada um caça seu irmão com uma armadilha.
3 Com as mãos prontas para fazer o mal
o governante exige presentes,o juiz aceita suborno,
os poderosos impõem o que querem;
todos tramam em conjunto.
4 O melhor deles é como espinheiro,
e o mais correto é pior que uma cerca de espinhos.
Chegou o dia anunciado pelas suas sentinelas,
o dia do castigo de Deus. Agora reinará a confusão entre eles.
5 Não confie nos vizinhos; nem acredite nos amigos.
Até com aquela que o abraça tenha cada um cuidado com o que diz.
6 Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe,
a nora, contra a sogra; os inimigos do homem
são os seus próprios familiares.


Bjs





sexta-feira, 26 de julho de 2013

Desabafo

A internet está cheia de manifestos e protestos contra isto ou aquilo, dentre elas a "classe médica" defendendo seu croissant de cada dia. Confesso, desconheço os problemas internos da "classe médica". Meu conhecimento talvez seja rasteiro e um tanto preconceituoso, admito. Talvez por isso não tenha recebido bem as palavras ditas por um representante do Conselho de Medicina em entrevista na CBN, no último dia 20/7. Resumindo, segundo ele, os médicos não têm condições de trabalhar em locais sem estrutura/condições; se os recém formados conviverem com doentes caindo de macas e aglomerados nos corredores eles irão desistir da profissão; que é contra a vinda de médicos estrangeiros; discorda dessa decisão oportunista do governo e, claro, achou um absurdo o veto da presidente contra a exclusividade dos médicos para diagnosticar doenças.
Estranhei, porque, segundo ele mesmo, quando alguém fica doente a primeira atitude é correr ao médico para saber o que tem e só depois procura profissionais alternativos. Então já é assim, o que mudou o veto?
Pode ter sido falha de interpretação da minha parte, mas estou cheia destas classes. Classe de políticos, classe de médicos, classe de juízes, classe de autoridades, classe de "homens da lei", classe de fora da lei, etc. Faço parte dos demais.
Com base na entrevista que "posso não ter entendido as entrelinhas" reforçou os meus conceitos ou pré-conceitos.  Quem consegue fazer medicina? Na grande maioria os que conseguem pagar uma boa escola particular, tradicional e cara. E estudam onde? Nas melhores faculdades públicas. Com raras exceções, mas elas existem, um dos "demais" conseguem realizar este sonho. Culpa de quem? Deles? Não. Culpa da formação escolar adquirida. Os alunos que chegam lá estudam seis anos e fazem especializações que, hoje em dia, chega ao ponto de se ter especialista em unhas. Não que o corpo humano não mereça uma atenção especial para cada detalhe dele, mas, em minha opinião de leiga, isso encarece as consultas, dificulta o atendimento da população e  diminui a área de atuação do próprio médico. Foi-se o tempo em que um único médico resolvia todas as nossas dores.
Depois de bem ou mal formados é natural que estes profissionais queiram trabalhar em boas condições, em hospitais de primeira linha. Mas, nem o Sírio Libanês nem o Einsten comportam toda a "classe médica". Porque é lá, nestes dois hospitais mais conhecidos, referencias nacionais, que estão os melhores equipamentos, melhores salários, melhores "clientes", etc. Mas e o juramento de salvar vidas? Ele se refere somente a quem pode pagar?
No meu caso, meu convênio me permite ser atendida em um hospital simples, mas bem cuidado. Limpo, bem equipado e com ótimos profissionais, administrativos e técnicos. Só que levo entre 40 a 90 dias para ser atendida por um especialista. Quando isso acontece, levo outros tantos dias para poder realizar os exames solicitados, dependendo do exame chega há meses. Depois dessa maratona toda começa a batalha para conseguir marcar o retorno que, na maioria das vezes, não será com o mesmo médico que fez o primeiro atendimento, pois o mesmo já se demitiu alegando falta de condições de trabalho.
Quanto à situação atual da saúde, estamos num caos, e aí? Cruzamos os braços? Eu posso usar meu hospital e ser atendida por adolescentes recém formados com carinha de modelo de TV. E o resto da população?
A mídia mostra o dia a dia dos hospitais públicos e foram os jornalistas que denunciaram as vagas disponíveis pelo país a fora, com salários de até 30 mil, que permanecem abertas depois de anos. Não foi o governo. E olha que eu já admiti minha alienação. 
A culpa é da falta de condições de trabalho e eu pergunto: e os doentes? Que morram? É isso?
Os Médicos sem Fronteiras trabalham em que condições na África? Ainda segundo a "classe médica", é um risco atender sem condições apropriadas e eu torno a perguntar e os doentes? E os pobres?
O pobre não tem nem condições apropriadas de sobrevivência que dirá num hospital. Se um "doutor" se ferir em um acidente ele terá que ser atendido em qualquer lugar mais próximo, tenha condições ou não. Tomara a Deus que lá tenha um médico.
Neste momento não podemos nos preocupar com as intenções ocultas do governo, como afirmam os entendidos no assunto, e sim em solucionar problemas. Tem gente morrendo sem atendimento médico, então: QUE VENHAM OS MÉDICOS! Seja de onde for.
Ou que voltem os curandeiros e benzedeiras para quem acredita neles. E parem de perseguir os que são curados pela fé em Jesus Cristo.
O que não dá mais é crer em discuso bonitinho deste ou daquele lado.
Doentes aglomerados em corredores é sinal de migração para os grandes centros por falta de médicos onde eles "sobrevivem".
Resumindo, é falta de humanidade esteja ela vestida de branco ou de roupa comum.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tempo

O que dizer de ti?
Brincas com meus sentimentos?
Choves nos meus pensamentos?
Queimas os meus desejos?
Arrancas cada broto do meu coração?
Alastras a alma?
Sopras arrepiando minha pele?
És nuvem passageira
que encombres a ti mesmo?
Tempo
Temmmmpo
Temmmmpoooooo
Tem
Pois dó de mim.