A saudade é tanta que reli teus versos
Procurei nas rimas os teus passos
Mas não li nelas os teus abraços
Nem senti o mel dos teus beijos
Por onde anda os teus encantos,
Outrora estampados nos meus olhos?
Sim, a saudade é pássaro que não vôa
Nem são doces as noites livres de ti
Meus lábios ruminam as palavras
No anseio de encontrar teus ais
Meus pés e meus sentindo paralizam
Mas vai rasante o grito do meu coração
Ai de mim, o horizonte foge espantado
Na solitude do silêncio...
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
De luto.
Te vi partir
Sem aviso
Sem adeus
Sem lamentos
Foste forte
Na fraqueza
Na entrega
Na partida
De ti
Fica o vazio
As lembranças
E muita saudade
Luiz Mariano (1942 + 2011)
Agarrei-me a saudade
Sem aviso
Sem adeus
Sem lamentos
Foste forte
Na fraqueza
Na entrega
Na partida
De ti
Fica o vazio
As lembranças
E muita saudade
Luiz Mariano (1942 + 2011)
Agarrei-me a saudade
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Filhos
Se partisses hoje
ou daqui cem anos
seria cedo.
Seria pouco.
Seria nada.
Seria a morte.
Se eu ficasse
seria um engano.
Não importa quando.
Se você partisse
perderia-se o encanto.
Nem todo o pranto
apagaria a dor.
Haveria sim
o aceitar
o conformar-se.
Seria um vazio eterno.
Sem jamais o esquecer.
Caminhamos lado a lado
para o mesmo fim.
Mas,devo confessar-lhe:
sou extremamente egoista.
Sim, eu sou!
Pois, que eu vá, então,
primeiro.
E que sejas tú
a lamentar.
Etelvina de Oliveira
ou daqui cem anos
seria cedo.
Seria pouco.
Seria nada.
Seria a morte.
Se eu ficasse
seria um engano.
Não importa quando.
Se você partisse
perderia-se o encanto.
Nem todo o pranto
apagaria a dor.
Haveria sim
o aceitar
o conformar-se.
Seria um vazio eterno.
Sem jamais o esquecer.
Caminhamos lado a lado
para o mesmo fim.
Mas,devo confessar-lhe:
sou extremamente egoista.
Sim, eu sou!
Pois, que eu vá, então,
primeiro.
E que sejas tú
a lamentar.
Etelvina de Oliveira
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