sexta-feira, 9 de julho de 2010

Invictus

(Título Original: "Invictus")
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini


Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


Texto: Copyright © André C S Masini, 2000
Todos os direitos reservados. Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa"

site:http://www.casadacultura.org/Literatura/

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Oposto de Amor.

Certa vez
ouvi dizer
que ÓDIO não é
o oposto de AMOR.
Pois para odiar
é preciso
lembrar,
desejar,
pensar
no outro.
O oposto de AMOR
é IGNORAR.
Fingir
que não existe.
Apagar da mente.
Excluir.
Renegar
a amizade.
E, pior,
pra quem vê
ainda se passa
como BOM.
Sensível.
Humano.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Senti saudade

Teu gosto
encheu minha boca
Senti
teu cheiro
Vasculhei
o passado
Reconstrui
cada detalhe
Reli
seus e-mails
Ai, ai.
Abracei
as lembranças.

28/06/2010