quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Eu e você

Quando silencio
e aquieto o mundo a volta
ouço sua voz e seu riso.

Se calo a razão
te sinto em mim
teus braços, teu beijo.

Não há principio ou fim
onde eu termino, começa você.
Somos um.
Ou mais que isso.


12/11/09

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Culinária no Amor

Plagiando famosos "Chef de cozinha" que dizem que "O certo é sair da mesa com fome" eu diria que o mesmo acontece no Amor.
Então, antes que as mágoas, as cobranças ou o ciúmes te levem a uma aneroxia do outro, saiba sair de um relacionamento ainda com fome de amor....
Admiro quem consegue ser comedido diante de um relacionamento, que se satisfaz com pequenas porções, e não consegue entender por que o outro quer sempre mais.
Ele até ouve pacientemente a receita do outro, faz que entende o cardápio alheio, mas, no fundo ele segue na sua dieta.
Adora pratos feitos. Aqueles que fazem questão de dividir e participar, nesse caso, vão se sentir frustados. Vão insistir para que o outro experimente, mude, compartilhe. Não é preciso que ambos gostem das mesmas coisas, nem que o outro deixe de saborear o que gosta, mas, garanto que ceder nas pequenas coisas pode lhe trazer um prazer maior e, com certeza, não lhe acarretará ganho de peso. Quando sentir saudades, demonstre que ficou com água na boca. Que tal passar aquele torpedo? Faça uma ligação rápida. Mande um e-mail.
Caia de boca no Amor. O mínimo de atenção no atender e satisfazer o outro pode salvar uma refeição e o resto.... é só queimar calorias juntos. Agora, se você não gosta de cozinhar e nem aprecia um bom prato, ou acha que atender a um pedido é ceder as infantilidades do outro sugiro que visite o blog "Mulher e Cia" e leia algumas linhas postadas lá.
O texto foi inspirado em uma amiga abandonada na porta do restaurante da vida.
Ele serve pra mim hoje. Será que serve pra você?

Nosso Amor




Se NOSSO AMOR está fadado á morte.

Não lamentemos o provável,

nem o irrecuperável


Não há culpados!

Que NOSSO amor morra em paz!


Sigamos com os funerais.

Vistamos nossos corações de luto.

Pranteemos...

Até que o NOSSO se transfigure em APENAS.

E volte a entrar na nossa carne como AMOR.


Etelvina de Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 29/08/08